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BOLETIM DA INTERSINDICAL
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NÓS ACUSAMOS A COSIPA
Sindicatos respondem às provocações dos anúncios da Cosipa

A “nota de esclarecimento” que a Cosipa tornou pública por jornais e tevês apenas confunde e desinforma. Serve a seus propósitos e dos que pretendem, a partir daquele terminal marítimo, subverter a ordem do trabalho nos portos e locupletar-se de privilégios jamais vistos. Nós a acusamos por isso.

Nós acusamos a Cosipa de mentir ao afirmar que visa adequar seu terminal à nova legislação mportuária. Farsante, esconde sob o conceito vago de “crescentes exigências por maior produtividade” seu verdadeiro objetivo que é o de rasgar a Lei dos Portos, de tornar letra morta a Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho, e de matar, ainda no nascedouro, a pressão que se fará pela adoção da “cláusula social” preconizada pela Organização Mundial do Comércio.

Acusamos a Cosipa de praticar deliberada política de monopolio. Atropelou-se a Lei dos Portos (8.630/93) mais de dois anos depois de sua entrada em vigor, com uma simples portaria do Ministério dos Transportes (94/95), que excluiu, convenientemente, seu terminal da área do Porto Organizado de Santos. Com isso passou a desfrutar de privilégios tarifários em relação ao porto público e mesmo outros terminais privados instalados no Porto de Santos. A Cosipa sabota o País e o próprio conceito de competitividade.

Nós acusamos a Cosipa de enganar a população ao afirmar que seus métodos significarão desenvolvimento para a região, quando apenas seus interesses serão atendidos com a pauperização da Baixada Santista. A flexibilidade que ela reclama dos representantes dos trabalhadores é a mesma do pescoço perante a guilhotina.

Nós acusamos a Cosipa de utilizar uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho que vem sendo contestada pelos sindicatos, como um instrumento para sustentar uma pretensa legalidade que não existe em sua decisão unilateral de não mais requisitar mão-de-obra dos trabalhadores avulsos.

Nós acusamos a Cosipa de mentir ao sustentar que houve uma invasão de sua usina, quando todos sabem que passar através dela é o único meio de se chegar a seu porto que, privativo ou não, é patrimônio do povo brasileiro. Quem impede que as atividades portuárias se processem dentro da normalidade é a empresa.

Nós acusamos a Cosipa de tentar transformar em criminosos os trabalhadores que transitaram através da empresa, pacificamente e em ordem, sem nenhum prejuízo causarem. A Cosipa deve voltar a respeitar a ordem e o bom senso, em nome do Brasil e do desenvolvimento de nosso povo.

Não nos omitiremos.

Sindicato dos Estivadores
Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga
Sindicato dos Consertadores de Carga e Descarga



As últimas informações

Acompanhe o press-release encaminhado dia 8 aos jornais

Leia o documento entregue ao presidente da Câmara dos Deputados

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