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interportus@portodesantos.com
Monumento ao Trabalhador Portuário
Porto de Santos - São Paulo -Brasil
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URGENTE - URGENTE - URGENTE - URGENTE

PROTESTOS PARAM O PORTO E A COSIPA
TENSÃO NA PORTA DA COSIPA PROTESTOS NA COSIPA
Vicentinho fala aos manifestantes Clima de tensão era muito grande na porta da siderúrgica
às 13 horas de hoje, dia 15. Com o acompanhamento da tevê.
Ao lado, o presidente da Central Única dos Trabalhadores,
Vicente Paulo da Silva, fala aos manifestantes.
Não ocorreram choques com a polícia, mas foram feitas
barricadas de pneus aos quais foi ateado fogo.

SOMENTE TRÊS NAVIOS OPERARAM NO PORTO DURANTE A MANHÃ
GREVE PODE SER NACIONAL A PARTIR DO FINAL DA TARDE
BOLETIM DAS 2 HORAS (PM)


O Porto de Santos está totalmente paralisado por uma greve de protesto inciada na manhã de hoje, 15, após a invasão dos navios "Marcos Dias" e "Vancouver", no cais da Companhia Siderurgica Paulista. Eles estavam ocupados pelos trabalhadores, que defendiam seus postos de trabalho, desde o dia 2. A greve poderá ser estendida, ainda na tarde de hoje a todos os portos brasileiros. As Federações Nacionais dos Estivadores (FNE) e dos Conferentes e Consertadores (Fenccovib) estão reunidas com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (Contmaf), decidindo a deflagração de greve geral nos terminais marítimos brasileiros.

Os trabalhadores presos no período da manhã já foram interrogados pela Polícia Federal e liberados. Estão todos bem e não relataram violência policial. Vários deles, que ocuparam os navios durante doze dias, retornaram à porta da Cosipa para falarem aos manifestantes, sendo recebidos com festa e muitos aplausos. A luta, segundo afirmaram, não acaba com a com a desocupação dos navios.

A Cosipa tentou fazer com que seus trabalhadores não sindicalizados operassem os navios em seu cais, mas não conseguiu. A empresa recusa-se a manifestar-se, mas informações de dentro da Cosipa indicam que o despreparo dos jovens contratados para eliminarem o trabalho sindicaliziado, poderia provocar problemas e acidentes. O trabalho foi iniciado por volta de 8h30 e paralisado às 10 horas.





TRABALHADORES ESTÃO SENDO INTERROGADOS
Trabalhadores presos na Polícia Federal Tropas da PM na Cosipa
Trabalhadores presos pela Polícia Federal
aguardam interrogatório. Imagens da TV, 10 horas.
Acima, as tropas de choque da Polícia Militar
guardam a entrada da Cosipa, às 9 horas.

24 ESTIVADORES E CONFERENTES ESTÃO NA POLÍCIA FEDERAL
OPERAÇÃO NOS NAVIOS DA COSIPA SEGUE PARALISADA
BOLETIM DAS 10 HORAS (AM)


Os 24 trabalhadores que estavam à bordo dos navios "Vancouver"e "Marcos Dias" estão sendo interrogados neste momento na delegacia de Polícia Federal em Santos. Os interrogadores insistem em saber os motivos da "invasão dos navios".Os navios foram invadidos por 60 delegados federais às 4 horas (AM) de hoje, dia 15, por terra e mar.

Na porta da Cosipa a situação é extremamente tensa. Cerca de 1.000 trabalhadores já estão lá, em protesto. Há 500 policiais militares no local, armados e com cães. Por enquanto não foram registrados casos de violência policial.

Os dois navios, que tinham começado a operar às 9 horas com pessoal não sindicalizado, voltaram a parar. O Porto de Santos está também totalmente paralisado por uma greve de protesto




COSIPA JAMAIS QUIS NEGOCIAR
Em entrevista para a Rádio CBN, há poucos momento, o chefe da Polícia Federal em Santos, delegado Ariovaldo Peixoto dos Anjos, afirmou que já havia acertado com outras forças militares, no domingo, dia 13, a maneira de promover a invasão dos navios, horários e outras facilidades operacionais. Naquele mesmo dia a Cosipa havia acenado aos trabalhadores com a reabertura de negociação que, sabemos agora, foi apenas para ganhar tempo.

"No domingo nós acertamos tudo com a Polícia Militar e com a Marinha, para garantir suporte por terra e mar para a invasão que faríamos nos navios. Sem essa ajuda e coordenação não teria sido possível a invasão", afirmou ele.






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