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CRESCE APOIO AO MOVIMENTO Cosipa volta à mesa de negociação, mas impasse prossegue Leia sobre a vida no navio Vancouver Leia sobre a vida no navio Marcos Dias
Manifestação em Santos,no dia 10, reuniu mais de mil pessoas em apoio ao movimento. A Luta dos companheiros de Liverpool foi relatada e foi lida mensagem de apoio que recebemos. A Cosipa volta à mesa de negociação Na manhã de sexta-feira, dia 11, a Cosipa voltou à mesa de negociação, mas o impasse ainda prosseguia na manhã de hoje, dia 14. A empresa insiste que a desocupação dos navios "Marcos Dias" e "Vancouver" é pré-condição para o prosseguimento dos debates. Os trabalhadores insistem que a desocupação dos navios significará atender, com negociação ou sem, às intenções da empresa. Os trabalhadores propuseram que a Cosipa operasse os navios com o pessoal sindicalizado que está à bordo, mas isso ela não aceita. Na véspera, dia 10, quando abriu-se a possibilidade de retomada de negociações, porém, uma outra manobra da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) estava em marcha. Uma juíza do TRT de São Paulo, chamada Maria Aparecida Pellegrina, aceitou a argumentação da empresa, determinando o emprego da Polícia Federal na desocupação dos navios. A Polícia Federal, porém, afirma que só intervirá com autorização de sua superientendência, em Brasília. Manifestação toma o centro de Santos Uma manifestação de apoio à manutenção do trabalho sindicalizado no terminal portuário da Cosipa reuniu mais de mil pessoas na praça Mauá, na quinta-feira, dia 10. O ato público reforçou a resistência dos 25 trabalhadores que se mantém a bordo dos navios Marcos Dias e Vancouver. O movimento serviu também para alertar a cidade sobre os prejuízos sociais e econômicos que a decisão da siderúrgica pode acarretar. Desde 91, quando o governo federal decidiu demitir mais de 5 mil portuários de Santos, não se via tamanha demonstração pública de solidariedade e preocupação com o futuro da Baixada Santista. Durante o ato público foi lida, sob intensos aplausos, a mensagem dos trabalhadores de Liverpool, que enfrentam a mesma luta em seu porto. A palavra de ordem, repetida por todos, dizia "Santos, Liverpool, Seul, Amsterdan, mesmo mundo, mesma luta". GREVE NACIONAL CONTRA INVASÃO Qualquer tentativa de desocupação por força militar dos navios Marcos Dias e Vancouver levará à paralisação do trabalho em todos os portos brasileiros. A decisão foi tomada na manhã de sábado, dia 10, em assembléia realizada em Santos, que reuniu representantes sindicais de 18 portos do país. O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, acompanhou a assembléia. Uma passeata pelas ruas da Cidade e outra, com automóveis, até a portaria da Cosipa, alteraram a rotina do fim-de-semana. A vigília na frente da usina foi reforçada. Há cerca de 50 pessoas acampadas na porta desde o dia 1 de abril. |