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BOLETIM DA INTERSINDICAL
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INTERVENÇÃO MILITAR SÓ COM ORDEM DO PRESIDENTE
Exército garante que só intervirá com autorização expressa
Busque aqui as respostas às perguntas mais frequentes sobre todo este caso

Porta-voz do Exército na tevê O coronel Wilian Vargas da Silva,
porta-voz do comando local do
Exército fala na tevê
na noite do dia 7


Só o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, pode autorizar a intervenção do Exército na questão da Cosipa, que completa hoje, 9, seu sétimo dia. A garantia foi dada pela tevê, pelo porta-voz do comando local, coronel Wilian Vargas da Silva. "Só haveria intervenção com autorização expressa do presidente e após ficar definida a incompetência do Governo do Estado de São Paulo para resolver a situação", afirmou.

"Em uma eventualidade de recebermos uma autorização de Brasília para intervir, nossa ação se restringiria apenas às instalações da usina e nunca aos navios ali atracados", completou.

Há grande apreensão nos navios em face da solicitação da Cosipa para intervenção militar armada. Os trabalhadores que estão à bordo dos navios "Marcos Dias" e "Vancouver", o primeiro de bandeira brasileira e o segundo de bandeira maltesa, têm dormido no chão e enfrentado a chuva dos últimos dias. Estão à bordo desde sexta-feira, já que a Cosipa impediu que se prosseguisse com a troca normal de estivadores a cada seis horas. Na porta da Cosipa estão acampados cerca de 500 manifestantes, sob risco também de intervenção militar. A vigília já tem dez dias.

O presidente da Cosipa, Marcus Tambascu, principal responsável pela intransigência em reabrir negociações, esteve em Brasília procurando ajuda para uma solução de força. Ele ameaça pedir intervenção no governo do Estado de São Paulo que, segundo ele, não autoriza sua POlícia Militar a empregar força contra os trabalhadores.




COSIPA TENTA CONVENCER CORAÇÕES E MENTES

Numa verdadeira operação de guerra de mídia, a Cosipa ocupou enormes espaços pagos nos jornais brasileiros hoje, 9, tentando convencer corações e mentes de que têm razão no escandaloso caso em que se envolveu. Com a ajuda de jornais conservadores, vinculados historicamente ao desmonte do sindicalismo brasileiro, tenta convencer a opinião pública de que está cumprindo a Lei dos Portos, quando faz exatamente o oposto.

Leia resposta dos sindicatos




O apoio da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte

Acompanhe o press-release encaminhado dia 8 aos jornais

Leia o documento entregue ao presidente da Câmara dos Deputados

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