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BOLETIM DA INTERSINDICAL
Fev - Mar / 97 - Melhor visualização com Netscape 2.0 ou maior e monitor 800x600


Encontro Nacional de Praia Grande
TRABALHADORES DOS PORTOS UNIFICAM AÇÕES

1º ENCONTRO NACIONAL
DE INTERSINDICAIS
PORTUÁRIAS
DEFINE PLANO
DE LUTAS
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Uma Confederação, quatro Federações e vinte e seis Sindicatos de portuários e trabalhadores avulsos dos portos brasileiros definiram em Praia Grande (SP), entre os dias 17 e 19 de fevereiro, um plano de lutas e encaminhamentos unificados a nível nacional. É um grande avanço para o enfrentamento das ameaças produzidas pelo processo de implementação da Lei dos Portos, que completa quatro anos. |
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Participaram do 1º ENIP a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marítimos, Aéreos e Fluviais (Conttmaf) e as Federações Nacionais dos Estivadores (FNE), Portuários (FNP), Avulsos (Fenccovib) e Marítimos (FNM).

Ação Internacional contra terminais privativos
Os trabalhadores brasileiros dos portos, através de sua Confederação e das Federações Nacionais, deflagrarão campanha de luta contra os terminais privativos que não requisitarem trabalhadores avulsos para operação, que chegará a todo o mundo. |
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O primeiro passo será a deflagração de greves localizadas nos terminais que estiverem agindo em desacordo com a legislação. O segundo, a deflagração de greve geral nacional de modo a solucionar definitivamente o problema. |
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Através da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), será articulado o boicote mundial aos navios que utilizarem esses terminais.




Veja a íntegra do documento aprovado no 1º ENIP
Os dirigentes falam sobre os quatro anos da Lei dos Portos



O Porto de Santos é um só
BRASÍLIA FAZ DO PORTO UM TREM FANTASMA
A Portaria 94/95 apagou duas velinhas neste 17 de fevereiro. É uma criança incestuosa, fruto do cruzamento entre o interesse privado desagregador e setores do Governo Federal que se curvam a esses lobbies. Pelo menos duas autoridades, o ex-ministro Odacir Klein e o atual, Alcides Saldanha, já confessaram que a decisão “veio de cima”, precisamente da Casa Civil da Presidência da República, cujo titular é o sr. Clóvis Carvalho. E como tal, só de lá é que poderá haver a ordem de revogação daquele ato. |
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Uma intervenção desse tipo vai muito além da divisão de um canal de acesso do porto. Ela também quebrou o papel da Autoridade Portuária na região, solapou a hipótese de um plano de desenvolvimento integrado na área e criou uma concorrência desleal entre empresas do mesmo setor. Como essas portarias têm sido assinadas sem qualquer consulta aos poderes locais, nem sequer aos CAPs, resulta um regime de trem-fantasma nos portos organizados, com iniciativas assustadoras de Brasília que ninguém suspeita. Ou um faz-de-conta da Lei 8.630/93, que pretensamente veio para dar maior poder regional aos portos. |
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Mesmo assim, como a portaria veio como espécie de coerção ao porto, no sentido de abrir-se mais rapidamente à privatização, e como tudo mudou de lá para cá, com o Proaps da Codesp em pleno funcionamento, não é sonho supor-se que Brasília reconsidere seu equívoco. Se não, o caminho é a Justiça: a 94/95 afronta a Lei 8.630.



SANTOS
SOLIDÁRIA
A LIVERPOOL
A Intersindical de Santos, entidades civis, políticos e outros segmentos apóiam a greve de 17 meses em Liverpool.
A cidade natal dos Beatles já foi um dos melhores portos da Europa. Mas o governo o transformou em pó, prejudicando os portuários, da mesma forma que fez com os mineiros, tudo para extinguir o sindicalismo inglês. Uma queda de braço de interesse mundial.
A situação foi piorando a cada ano até que, em setembro de 95, os portuários resolveram entrar em greve. Estão parados até hoje. E demitidos, sem nada receber.
No dia 21 a Intersindical Portuária entregou documento de solidariedade aos trabalhadores ingleses no Consulado da Grã-Bretanha em Santos.

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